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A mostrar mensagens de maio, 2018

Gindenheim

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Era o fim de uma tarde infernal. Meti-me no metro, qual sardinha enlatada e fui levando encontrão daqui e dali até me deixar encostado àquela porta do lado contrário, que não serve para nada. Fechei os olhos por instantes por entre o ruído das carruagens e dos travões a silvar nos carris. De tempos a tempos ouvia também uma tosse esporádica de fundo e um senhor que usava a bengala como marcador de ritmo e que pedia a um qualquer deus, ou a alguém que o ajudasse. Saí por fim. Meti por quinhentas vezes as mãos nos bolsos e não encontrei o bilhete. Olhei para trás e estava no chão. Não sei como tão rapidamente entrei e saí da carruagem, sem que as portas se fechassem em cheio na minha cara. Passei por fim nos pórticos envidraçados de controlo de trafulhas e comecei a subir as escadas rolantes. Exausto, encostei-me no corrimão e deixei-me ir. Um lance, dois lances que nunca mais terminavam. Cerrei os olhos por um momento e fui desperto por um toque na mão e um doce e tímido "o...

Saudades de ti...

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Sinto saudades de ti...  Abro os olhos e tu não estás olho a linha do horizonte e encontro-te...  O tempo demora a passar o sol deixou de brilhar guardo os sussurros que não esqueço  a estrada, o céu  e o mar...  Sem ti perdeu-se o sentido e mais nada tem valor tudo dói mais do que a dilacerante dor o raio que cai, o vento que passa, o amor...  dói demais a estrela cadente, o sol que é poente  e os sonhos que não voltam mais....

Abraço

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Os anos passaram e nunca mais te tinha visto. A nós os dois, deixei-nos deitados a rebolar no feno macio, no final daquela tarde quente de Verão. Calças de ganga, camisas aos quadrados e abraços redondos, nos mais embaraçados dos braços. Éramos tão meninos. Meninos nos sonhos, nos beijos e na vida que projectávamos. Gravámos os nossos nomes naquela árvore que era nossa, um por cima do outro e com um "love" no meio, como o mais piroso dos "nineters". Amámo-nos tanto. Eu trepava figueira acima com os bolsos cheios de pedras e mandava-as uma a uma para a tua janela , até que uma ecoasse no vidro e te fizesse vir à janela. E lá vinhas tu, cabelos desgrenhados e linda como o nascer de um dia por cima de um restolho de trigo dourado. Prometemos amor eterno e que nunca iríamos crescer. Nunca cumprimos. Os anos passaram e nunca mais te tinha visto. Até hoje. Até ao momento em que nos cruzámos numa das ruas mais movimentadas da cidade e parámos nos olhos um do o...