Ontem
Eu ontem andei e andei que nem um tonto perdido na rua vagueando nas sombras da noite vazia. Procurei abrigo nos candeeiros avulsos no meio da avenida. Perdi-me, quantas vezes havia para me perder! Molhado , na chuva de pensamentos fugidos de uma maré inteira de pesadelo. Assustado no ziguezague do vento! Caído, na calçada pérfida e fria. Nauseabunda de cheiros e alma. Eu ontem andei o quanto pude andar, mas nem a lua e nem o sol quando nasceu, me viu. Ali ao lado, Aqui tão perto!