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A mostrar mensagens de setembro, 2018

O outono de pessoas

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Houve um dia em que as cigarras se calaram. Em que os restolhos dourados deixaram de ser tocados pelo orvalho da madrugada. Houve um dia em que ouvir os cães a  ladrar à alcateia que circundava a aldeia, esfomeada, deixou de soar daquela maneira. Em que o sol que outrora espreitava por detrás da serra, deixou de tocar os lameiros verdejantes ladeados pelos muros de pedra, que os nossos ansiãos, pacientemente ,colocaram uma após outra. Houve um dia, em que as pessoas da nossa meninice, envelheceram e caíram, como as folhas desse outono que agora inicia, caiem das árvores. A nossa aldeia é uma árvore. Agora está despida. Os meninos de outrora cresceram e partiram e na rua, agora, já não os há. E não sei se brotarão mais folhas um dia...

Vendi-te a ti, para nunca perdê-la de mim

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A alma que tantas vezes prometi ao céu... Vendi a alma que tantas vezes prometi ao céu. Vendi-a em troca do seu amor, do seu brilho,  daquela magia que faz os corações suspirar. Vendi a alma, porque era a única forma de te ter. Vendi-a em troca de sonhos,  de esperança,  daquele esvoaçar que nos faz viajar tantas e tantas vezes sem sair do mesmo lugar... Vendi a alma porque era a única forma de não a perder... De te ter e a ela ... Vendi a alma em troca do meu respirar, do teu olhar  e de toda a vida que há no mundo! Vendi-te a ti,  para nunca perdê-la de mim....

Neons e Azinheiras

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 Não acredito em nada.  Ensinaram-me tanto sobre Deus e os Deuses. Neons e Azinheiras. Puta que pariu mais o tempo que perdi nesses antros de lavagem cerebral , onde até as batinas parecem coletes sem braços para as (sem)forças espirituais. Vejo as pessoas perecerem perante a doença, vejo as mesmas crianças de toda a vida a serem abusadas , como já eram no tempo da inquisição. Acendam a fogueira e deixem-nos arder a todos. Não há ponta por onde pegar? Comecem pela cruz!