Às mãos que se tocam através dos vidros bassos
Às mãos que se tocam através dos vidros bassos de um comboio prestes a partir. Frias, vazias de qualquer esperança. Tocam o rosto, afagam os cabelos antes do doloroso adeus que esperam não ser para sempre. Os sonhos, orfãos de alegria, ficam perdidos no meio do arfar quente no meio do gelo e da neve. Até que os carris estremecem e o vento toca toda a gente para trás....