Faz tempo!
Faz tempo que não percorro as tuas pedras certas e frias. Tempo que dói a cada avanço do relógio na alma de quem ali pertence desde sempre. Faz tempo que ali corri descalço, de chinelos ou sapatilhas sempre à frente de uma felicidade contagiante. Faz tempo que estivemos todos. Como é que desde ontem avançamos tanto? Como é que ontem éramos tantos e agora somos tão poucos...Os outros desapareceram, foram andando para onde havemos de ir todos... Passado tanto tempo...vou voltar a pisar aquele chão, vou voltar a respirar aquele ar e quem sabe consiga, ainda que por instantes, ir buscar todos outra vez...!