O Peito rasgou-se como uma folha de papel!

Morava em São Bento...

De manhã o telefone tocou e acordei sobressaltado. A luta que tinha durado tanto tempo havia terminado. Do outro lado palavras trémulas anunciavam o que senti que tinha acontecido assim que o velhinho Nokia começou a tocar...

Meti a cara na almofada e chorei desalmadamente. Sentia o peito a rasgar-se ao meio como uma folha de papel. Que dor era esta que me devorava como nunca antes?

Ao fim de 30 minutos lá arranjei coragem para tomar um duche rápido, secar-me como consegui, meter num saco meia dúzia de coisas e sair. Tinha pela frente a viagem mais longa da minha vida. Durante o percurso na estrada, só me vinham as memórias de uma infância incrível, no sítio mais especial que já conheci e com a mão do meu avô a pegar na minha mão.

Por fim cheguei.

Uma nuvem pairava sobre a aldeia.

Durante dois dias o céu chorou copiosamente sem parar. Eu, chorei até à última despedida. Até já não ter forças e não ter mais lágrimas.




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