A ti que te escondes e foges...

Quantas vezes disseste adeus? Lembras-te?

Deixaste para trás o mundo e pessoas que só te quiseram bem. Fugiste de sonhos e mundos que podias ter. Disseste "Adeus" por dizer, sem a beleza das palavras de Andrade.

Como ele diria "agora metes as mãos na algibeira e não encontras nada".

Quantas vezes te quis abraçar e dizer-te que estava tudo bem. Procurei-te de rosa na mão , joelho no chão e de peito aberto.

Mas nem assim me olhaste.

Disseste-me pela milésima
vez Adeus e partiste para aquele desamor de amor, pelo qual lutas com todas as forças, sozinha.

Nos meus pensamentos " gastamos as mãos á força de as apertarmos", mas na vida real não sobrou nada.

Nada a não ser nostalgia do que nunca fomos e os espinhos daquela rosa branca que se me cravaram nas mãos e no coração.

E que ainda hoje sangram...



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