Um silêncio completamente Mudo!


Ontem adormeci e acordei novo…

Pesado no peito, como se uma alma defunta tivesse vindo e envolvido o meu coração. Começou com a queda ao sair da cama. Os pés cederam ao peso de algo que já não era apenas eu.

Gritei de dor, num silvo agudo que ecoou no cimo da torre da igreja da aldeia. Mas ninguém veio.
De onde estava conseguia olhar pela janela e vi o sol a esconder-se atrás de uma nuvem negra. Lá fora nem passos, nem palavras, nada. Não se ouvia absolutamente nada.

Fiquei ali mais tempo do que os ponteiros do relógio conseguiram contar. Voltas e voltas sempre no mesmo chão.
Segundos que se tornaram em horas demasiado rápido.

Sem ninguém.

Com um silêncio que ainda hoje é completamente mudo!

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