Por favor!


O desespero…

Vemos o desespero estampado nas faces empoeiradas de pais com os filhos que pereceram á sua frente…

Inocentes, puros sem a maldade dos adultos.

Como não sentirmos que podiam ser os nossos filhos?

Assistimos diariamente no conforto do nosso sofá, a bombardeamento atrás de bombardeamento, a morte atrás de morte e nada fazemos.

Lembro-me de Aylan há um ano atrás.
De quanto me pareceu o meu Miguel, com a água a tocar-lhe os pés e com a face prostrada na areia. Do quanto isso me magoou na altura.

Da noite que não dormi.

Hoje vi a foto de uma menina que tapava os olhos á sua boneca, para ela não ver a desgraça que ali ia.

Não sei o que viu de tão horrendo… Ninguém devia ver. Muito menos uma criança.

Que alguém os guarde. Deuses ou terrenos. Por favor!

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