Espelho...

Parei em frente ao lago, deviam ser umas quatro da tarde. No espelho de água parada pude ver-me a abandonar o meu corpo.

Caminhava torpe pelo cansaço de um tempo inteiro passado nas correrias da vida. Não queria mais.
Ajoelhei-me no chão quando já não consegui mais. Debruçado sob o meu peito ouvi um silvo de desespero, quando não havia mais ninguém.

Era eu e o meu coração e ânsia de te querer e já não crer.


Éramos nós os dois outra vez, diluídos nos três saltos que a pedra deu. Até cair no meio de toda aquela água.

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